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Secretário estadual da Educação de SP diz que pandemia provocou ´tragédia´ na educação e quer ´escolas cheias de novo´

Secretário estadual da Educação de SP diz que pandemia provocou ´tragédia´ na educação e quer ´escolas cheias de novo´
19.10.2021     Fonte: G1

O secretário estadual da Educação, Rossieli Soares, defendeu nessa segunda-feira (18), a obrigatoriedade do ensino presencial para combater o que classifica como uma "tragédia" na educação por conta da pandemia.

"É uma tragédia, não tem outra palavra pra definir o que tem acontecido com a educação nesses quase 2 anos de ano letivo, é uma tragédia mesmo, seja pela evasão, pelo aspecto emocional das crianças ou pelo desenvolvimento cognitivo, em todos os aspectos é uma tragédia o que tem acontecido", afirmou.

"Se a gente quer priorizar as nossas crianças, a gente precisa ter as nossas escolas cheias, lotadas de novo, com as crianças aprendendo o tempo todo", defendeu.

Parte das escolas da rede estadual de São Paulo voltaram a receber 100% dos alunos todos os dias da semana a partir desta segunda-feira (18).

Embora tenha determinado a obrigatoriedade do retorno presencial a todos os alunos, a medida só poderá ser cumprida na rede a partir do dia 3 de novembro, quando não será mais necessário manter o distanciamento entre os estudantes.

Segundo a Secretaria Estadual da Educação, apenas 24% (1.251 das 5.130) das escolas têm estrutura para atender a todos os alunos e consegue garantir o distanciamento de 1 metro exigido pelas regras de combate à Covid-19.

Nas demais, onde isso não é possível por falta de espaço físico, as aulas seguem em esquema de rodízio até o início de novembro.

A exigência também vale para as escolas privadas, mas elas terão prazos definidos pelo Conselho de Educação para se adaptarem.

No caso das municipais, a maioria das prefeituras tem autonomia para decidir. Somente em cidades menores, que não têm Conselho de Educação próprios, devem seguir a determinação do estado e retornar nesta segunda (18).

A cidade de Ribeirão Preto é uma das que manterá o esquema híbrido até ao menos o final do mês.

Na capital paulista não há obrigatoriedade, mas a partir do dia 25, as unidades poderão receber a todos os alunos sem distanciamento.

"A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) informa que 1.251 estão aptas a receber 100% dos estudantes sem revezamento. A pasta ressalta que os casos prováveis de servidores, funcionários e alunos são acompanhados por meio do SIMED (Sistema de Informação e Monitoramento da Educação para COVID-19) da Seduc-SP, que tem os dados atualizados periodicamente", disse a pasta em nota.

Durante coletiva de imprensa na semana passada, o secretário estadual da Educação, Rossieli Soares, afirmou que o distanciamento ainda deve ser mantido até 3 de novembro.

"Começamos com a obrigatoriedade dos estudantes já na segunda-feira. O Conselho vai deliberar sobre o prazo para as escolas privadas. Vai ter um prazo em que a escola privada poderá se adaptar à regra. Para as redes municipais, deverá ser observada a regra de cada conselho", disse o secretário.

De acordo com o secretário, os estudantes só poderão deixar de frequentar as escolas mediante apresentação de justificativa médica, ou aqueles que fazem parte do grupo de exceções definidos:

Gestantes e puérperas

Comorbidades com idade a partir de 12 anos que não tenham completado ciclo vacinal contra a Covid

Menores de 12 anos que pertencem a grupos de risco para a Covid e ou condição de saúde de maior fragilidade

Em agosto, a gestão estadual já tinha reduzido o distanciamento entre as carteiras de 1,5 metro para 1 metro.

O uso de máscara por parte de estudantes e funcionários permanece obrigatório para todos, assim como a utilização de álcool em gel nas escolas e equipamentos de proteção individual por parte de professores e demais funcionários.

No início de agosto, o governo estadual liberou o retorno às aulas presenciais com 100% ocupação respeitando os protocolos sanitários, o que em algumas unidades exigiu revezamento de grupos.

Apesar da autorização, o envio do estudante para a sala de aula era facultativo aos pais. Na ocasião, as prefeituras também tinham autonomia para definir as datas e regras de abertura.

Quanto aos casos suspeitos, a Secretaria afirmou que as "bolhas" das pessoas em contato seguirão sendo suspensas das aulas presenciais.

"Servidores, funcionários e alunos são acompanhados por meio do Sistema de Informação e Monitoramento da Educação para Covid-19 da Secretaria e quando há o surgimento de diagnóstico provável ou suspeito no ambiente escolar, os contactantes são identificados, a pessoa é isolada e orientada a buscar atendimento na rede de saúde. É o médico quem determina, conforme avaliação, o período de afastamento e a indicação e o tratamento que deverá ser seguido.

Os alunos contactantes, por sua vez, são afastados das aulas presenciais e acompanham as atividades de classe por intermédio do Centro de Mídias, sem prejuízo para o aprendizado. No caso dos servidores e funcionários, também são orientados para o acompanhamento médico, que irá determinar o afastamento e o tratamento", diz a nota.