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Pacientes com sintomas respiratórios lotam Unidades de Pronto Atendimento e relatam demora em Rio Preto

Pacientes com sintomas respiratórios lotam Unidades de Pronto Atendimento e relatam demora em Rio Preto
04.01.2022     Fonte: G1

Pacientes com tose, coriza e dores no corpo lotaram as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de São José do Rio Preto (SP) nesta segunda-feira (3). A cidade enfrenta um surto de gripe e confirmou sete casos positivos da variante ômicron do coronavírus.

Em nota, a Secretaria de Saúde de Rio Preto disse que trabalha para reduzir o tempo de espera e que os moradores com sintomas leves e moderados podem utilizar o serviço de telemedicina.

A lotação de pacientes começou logo cedo na Unidade de Pronto Atendimento Norte. O auxiliar de serviços gerais Amarildo Eugênio chegou por volta das 6h. Ele estava com dor de cabeça, no corpo e coriza, mas não tinha sido atendido até as 14h.

"Deveria ter mais médicos. Deveria ter um bom atendimento. Estamos nos sentindo desprezados pela Saúde", disse Amarildo.

O também auxiliar de serviços gerais Natanael Sebastião chegou às 8h e passou pela triagem. Porém, não tinha conseguido uma consulta até o começo da tarde desta segunda-feira.

"Vim aqui porque é o que eu tenho. Não tenho outra coisa. Não tenho dinheiro para pagar um médico particular, então preciso do SUS. O atendimento é esse: precário", afirmou Natanael.

Moradores com sintomas respiratórios relatam demora no atendimento em Rio Preto

A moradora Silvana Lopes não estava conseguindo respirar direito e sentia dores pelo corpo e febre. Ela precisou se acomodar no chão, pois não tinha lugar para ficar.

"Não tinha lugar para sentar e eu fui e deitei. Não estou aguentando ficar de pé. É muita dor. Muita dor mesmo", afirmou Silvana.

A lotação também aconteceu na UPA Jaguaré. A cuidadora de idosos Tainá Aparecido Barbosa Oliveira levou a filha, que estava com suspeita de H1N1. Ela foi embora sem passar por um médico.

"É desgastante para os pais e os filhos. Eles ficam cansados, querem dormir, não aguentam esperar. A senha dela é 352. Tinham crianças deitadas no chão, passando mal, e sem atendimento", contou Tainá.

O número de crianças com problemas respiratórios chama a atenção. A dona de casal Raquel Domiciano da Silva levou os dois filhos. Porém, estava na dúvida se conseguiria ser atendida. "Vamos aguardar. Se não der certo, nós vamos embora para casa. As crianças não estão nada bem", afirmou Raquel.

O gestor de tráfego Alan Rogerio Pacezi também procurou atendimento na UPA Norte. Ele estava tendo convulsões, mas, por conta da lotação, precisou se locomover até a UPA Jaguaré. "Não tem para onde ir. Santo Antônio. Não tem para onde ir", afirmou Alan.