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Governo restringe importação de biodiesel

Governo restringe importação de biodiesel
14.07.2026     Fonte: SBT

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou nesta terça-feira (14) uma resolução que estabelece que o biocombustível usado para atender ao percentual obrigatório deverá ser produzido exclusivamente por unidades autorizadas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Com isso, o biodiesel importado fica de fora desse mercado.

A medida confirma uma das mudanças que vinham sendo preparadas pelo Ministério de Minas e Energia (MME). Integrantes da pasta haviam afirmado ao SBT News que o governo discutia alterações nas regras do biodiesel, incluindo a possibilidade de restringir as importações.

A decisão foi baseada em uma Análise de Impacto Regulatório (AIR) elaborada por um grupo de trabalho interministerial. O estudo avaliou os efeitos da importação de biodiesel e do Selo Biocombustível Social sobre o cumprimento da mistura obrigatória e apresentou recomendações para mudanças nas normas do setor.

A adoção da restrição chegou a ser adiada por causa do cenário geopolítico internacional. Segundo o MME, o dispositivo foi alterado durante a tramitação para que o governo pudesse reavaliar possíveis riscos ao abastecimento nacional de combustíveis.

Após a nova análise, o ministério, a ANP e representantes do setor concluíram que o mercado brasileiro mantém oferta suficiente para atender à demanda prevista. O governo também considerou que a capacidade instalada das usinas nacionais é suficiente para abastecer o mercado obrigatório.

Segundo a resolução, a restrição vale apenas para o combustível destinado à mistura obrigatória no chamado diesel B, combustível comercializado aos consumidores com a adição do percentual de biodiesel definido pelo governo.

A comercialização de biodiesel importado continuará permitida nos demais segmentos previstos pela regulamentação.

A medida foi aprovada na mesma reunião em que o CNPE elevou de 30% para 32% (E32) o teor de etanol anidro misturado à gasolina. O colegiado também analisou novas diretrizes para o combate a fraudes e adulterações no mercado de combustíveis.

O CNPE é presidido pelo ministro de Minas e Energia e reúne outros 16 ministros, além do presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), estatal ligada à pasta de Alexandre Silveira. O colegiado também conta com representantes dos Estados, da sociedade civil e de instituições acadêmicas.

Conforme apurou o SBT News, entre os ministros, apenas Alexandre Silveira (MME), Miriam Belchior (Casa Civil) e João Paulo Capobianco (Meio Ambiente) estavam presentes na reunião desta terça-feira.