
Os advogados de Fábio Lula da Silva, o Lulinha, afirmaram nesta terça-feira (4) que estão tranquilos com o novo inquérito, elogiaram o ministro relator Flávio Dino e criticaram a Polícia Federal por supostos vazamentos na investigação.
“Temos confiança plena na condução serena e equilibrada do ministro Flávio Dino, jurista que admiramos e respeitamos”, destacaram. “É importante dizer, entretanto, que pedimos a todos os órgãos responsáveis providências enérgicas contra vazamentos reiterados, seletivos e criminosos. Temos denunciado a instrumentalização de setores da polícia federal a serviço de interesses políticos e eleitorais, em prejuízo da imparcialidade e legalidade que deveriam reger procedimentos criminais”, dizem.
O ministro Flávio Dino assumiu relatoria de dois inquéritos, um contra Lulinha e outro para apurar vazamentos na investigação sobre fraudes no INSS.
A defesa de Lulinha argumenta que o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não tem relação direta ou indireta com irregularidades, e que irá esclarecer suas relações pessoais e comerciais.
Na nota à imprensa, a defesa ataca o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, diz que o Brasil estava sob a gestão de milicianos e associa as investigações contra Lulinha ao embate eleitoral deste ano.
“Reconhecemos os esforços do Diretor-Geral da Polícia Federal para manter a harmonia da corporação, bem como sua independência e autonomia. Essa instituição havia sido capturada por interesses privados do governo anterior, notadamente pelo líder do executivo, para proteção de seus filhos, asseclas e milicianos que ocuparam o governo do país. Uma vez reconquistadas, a independência e autonomia desse órgão de estado devem ser praticadas com responsabilidade e observância dos regramentos constitucionais e legais.
Não podemos permitir que interesses não republicamos e externos contaminem procedimentos investigativos ou o próprio processo eleitoral. Em uma democracia de dimensões continentais, investigações devem ser imparciais e eleições devem ser decididas com votos”, dizem.
O objetivo da defesa é que o caso seja arquivado. Além desses inquéritos, outros dois que apuram tráfego de influência no governo Lula miram Lulinha.