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Menção de Dino a Dark Horse liga alerta no entorno de Flávio

Menção de Dino a Dark Horse liga alerta no entorno de Flávio
09.09.2026     Fonte: SBT

A citação do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao caso Dark Horse na decisão desta quarta-feira (9) que reintegrou Andrei Rodrigues ao comando da Polícia Federal ligou um alerta em aliados do candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro.

A menos de um mês do primeiro turno das eleições, a campanha de Flávio teme que haja uma ofensiva no Supremo e na PF, liderada por Dino, para desgastá-lo usando a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em maio, veio à tona que o senador pediu recursos ao ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para o financiamento da obra.

No despacho desta quarta-feira (9), Dino reverteu uma decisão do ministro André Mendonça, do STF, que havia afastado Andrei do cargo na terça. Uma das justificativas de Dino foi o possível impacto da mudança na cúpula da PF em investigações como a que apura, sob sua relatoria, eventual destinação irregular de emendas para o Dark Horse.

Na avaliação de um aliado próximo de Flávio, a PF está aparelhada e “divorciada da Justiça”, e pode haver “maldade” contra o senador às vésperas da eleição. O entorno do candidato teme não só vazamentos, mas também operações que possam atingi-lo.

As investigações sobre o Dark Horse estão divididas em dois inquéritos. Um sob a relatoria de Dino, que investiga o uso das emendas, e outro comandado por Mendonça, que apura o financiamento do Master ao filme.

Na campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por sua vez, a certeza é de que Mendonça estaria tentando intervir na eleição para ajudar Flávio. Os petistas reclamam que o magistrado indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) quebrou o sigilo das mensagens enviadas por Vorcaro ao ministro Alexandre de Moraes - o que desencadeou a atual crise no STF - mas mantém em sigiloso o inquérito do Dark Horse.

Nesta quarta-feira (9), Lula chegou a pedir publicamente a quebra completa de todos os sigilos que envolvem as apurações sobre o Master.

Ao afastar o diretor-geral da PF, Mendonça argumentou que a corporação o havia monitorado ilegalmente a pedido de Moraes. O presidente do STF, Edson Fachin, deu 72 horas para Mendonça dar explicações sobre a decisão, mas foi atropelado pela determinação de Dino.