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Quarteto suspeito de envolvimento na morte e enterro de corpo de adolescente após suposta entrevista de emprego vai a júri popular

Quarteto suspeito de envolvimento na morte e enterro de corpo de adolescente após suposta entrevista de emprego vai a júri popular
17.04.2026     Fonte: G1

Quatro homens suspeitos de envolvimento no assassinato da adolescente de 16 anos em São José do Rio Preto (SP), que teria usado cocaína, maconha e recebeu bebida alcoólica após uma suposta entrevista de emprego, vão a júri popular. Cabe recurso da decisão.

Giovana Pereira Caetano de Almeida morreu em uma empresa em dezembro de 2023, e o corpo foi encontrado enterrado, em agosto de 2024, oito meses depois, em um sítio em Nova Granada (SP).

O quarteto foi pronunciado após a Justiça aceitar a denúncia do Ministério Público. A decisão foi publicada no Diário Eletrônico nesta sexta-feira (17). Veja abaixo.

O funcionário Anderson Luís poderá responder por homicídio qualificado por meio cruel, assegurar a impunidade, feminicídio, omissão de socorro e ocultação de cadáver;

O empresário Gleison Luís Menegildo foi denunciado por homicídio qualificado por meio cruel, assegurar a impunidade, feminicídio, omissão de socorro e ocultação de cadáver;

O caseiro Cleber Danilo Partezani poderá responder por ocultação de cadáver;

O mecânico Rodrigo Landolfi foi denunciado por omissão de socorro.

Anderson e Gleison estão presos preventivamente desde o dia 15 de agosto do ano passado e permanecem custodiados até o julgamento. Cleber e Rodrigo respondem ao processo em liberdade.

Cleber chegou a ser preso, mas depois foi solto. Os mandados de prisão foram cumpridos após a polícia identificar que houve homicídio, além do crime de ocultação de cadáver. Durante a prisão, armas e drogas foram apreendidas na casa do empresário.

A data do julgamento não foi divulgada. O advogado que representa os réus adiantou, por telefone, que vai recorrer da decisão.

Giovana foi velada e enterrada em 15 de fevereiro do ano passado, em Votuporanga (SP), quase seis meses após a descoberta do crime. O corpo ficou cinco meses no refrigerador porque, à época, a mãe pretendia cremar, mas desistiu.

Relatos

O caso veio à tona após a polícia receber a informação de que um corpo havia sido enterrado em uma propriedade rural. Policiais foram ao local e encontraram a ossada.