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Açougueiro que matou e esquartejou mulher comprou cerveja após jogar as partes do corpo em lixeiras

Açougueiro que matou e esquartejou mulher comprou cerveja após jogar as partes do corpo em lixeiras
18.08.2026     Fonte: G1

O açougueiro que matou e esquartejou Amanda Silva comprou uma cerveja em um serv festas logo depois de jogar as partes do corpo em lixeiras de uma de marmitaria em São José do Rio Preto (SP). Ele ficou pelo menos quatro dias com a mulher morta na casa onde morava.

Marciel Dias dos Santos, de 29 anos, confessou o crime e está preso temporariamente desde o dia 1º de agosto no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Rio Preto. Segundo a Polícia Civil, o suspeito trabalhava há cerca de dois meses como assador de carnes em uma rotisseria.

O açougueiro que matou e esquartejou Amanda Silva comprou uma cerveja em um serv festas logo depois de jogar as partes do corpo em lixeiras de uma de marmitaria em São José do Rio Preto (SP). Ele ficou pelo menos quatro dias com a mulher morta na casa onde morava.

Marciel Dias dos Santos, de 29 anos, confessou o crime e está preso temporariamente desde o dia 1º de agosto no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Rio Preto. Segundo a Polícia Civil, o suspeito trabalhava há cerca de dois meses como assador de carnes em uma rotisseria.

Em depoimento à polícia, Marciel afirmou ter conhecido a vítima em uma praça e a levado para a casa dele para um suposto encontro. A polícia estima que o convite ocorreu no dia 21 de julho e o assassinato na madrugada do dia 22.

Amanda e Marciel permaneceram juntos no imóvel por pelo menos quatro dias, segundo a investigação da polícia. No dia seguinte ao crime, dia 23, Marciel apresentou um atestado médico no trabalho, alegando dor nas costas. No dia 24, o suspeito foi trabalhar normalmente.

Ainda conforme a investigação, durante o período em que o crime ocorreu, ele pegou sacos plásticos no trabalho e cgou a pedir uma faca emprestada a um vizinho para cometer o crime. As partes do corpo de Amanda foram encontradas no dia 25 de julho.

A casa onde mora tem dois cômodos e, segundo a polícia, não possui rede de água ou esgoto. No imóvel foram encontrados objetos espalhados, uma faca quebrada, embalagens de preservativos, um colchão, um estrado de cama quebrado e um pedaço de papelão.

A Polícia Científica encontrou vestígios na casa do suspeito que ajudaram na investigação. Exames apontaram a presença de sangue humano no colchão, em um chinelo e em uma mochila que, segundo os investigadores, pertencia ao suspeito.

Conforme apurado com exclusividade pela TV TEM, Amanda tinha 30 anos, era natural de Jandira (SP), a cerca de 400 quilômetros de Rio Preto, mãe de três crianças, de quatro, cinco e sete anos, vivia em situação de rua e era usuária de drogas. Desde o dia 19 de julho a mulher estava sem contato com a família.

Prisão do suspeito e investigação do crime

 

Marciel alegou, em depoimento à polícia, que houve uma discussão com troca de agressões entre ele e Amanda. Na ocasião, ele diz que a mulher teria batido a cabeça e morrido.

Além do esquartejamento, o corpo de Amanda apresentava cerca de 20 perfurações no peito. Não foi possível determinar, durante os exames da perícia, se ela também havia sido vítima de violência sexual.

O estado avançado de decomposição do corpo dificultou a identificação. Como parte do trabalho da polícia, o Instituto de Criminalística de Rio Preto desenvolveu um método para reconstruir, a partir do crânio encontrado, uma imagem aproximada do rosto da vítima.

O delegado responsável pelas investigações, André Amorim, da Delegacia Especializada em Investigações Criminais (Deic), informou que Marciel fez o reconhecido da fotografia da vítima e confirmou a identidade.

Reconstrução do crânio e localização das partes do corpo

A investigação cruzou informações sobre pessoas desaparecidas, analisaram o perfil da possível vítima, locais frequentados por ela e imagens de câmera de segurança.

Segundo a Polícia Civil, a identificação foi possível após a recuperação dos antebraços e mãos da vítima, encontrados no piscinão do Parque Estoril no dia 5 de agosto. A partir das informações, policiais localizaram partes do corpo em diferentes pontos da cidade.

A perna da vítima foi encontrada em um bueiro. As mãos e os antebraços foram localizados durante buscas em uma galeria pluvial, com auxílio do Corpo de Bombeiros.

A representação facial foi comparada com fotografias da possível vítima e ajudou a reforçar a hipótese de identidade, que posteriormente foi confirmada pelas impressões digitais, em São Paulo (SP).