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Funcionária de escola é agredida por grupo na saída da unidade em Rio Preto

Funcionária de escola é agredida por grupo na saída da unidade em Rio Preto
27.05.2026     Fonte: G1

Uma funcionária de uma escola estadual de São José do Rio Preto (SP) foi agredida por um grupo de mulheres na noite desta terça-feira (26), dentro da unidade de ensino localizada no bairro Solo Sagrado I. O caso foi registrado como lesão corporal pela Polícia Civil.

Segundo o boletim de ocorrência, a vítima trabalhava na saída dos alunos do sexto ano da escola estadual Celso Abbade Mourão, por volta das 18h15, quando abriu parcialmente o portão da escola. Neste momento, um jovem teria forçado o portão para abri-lo completamente.

Ainda conforme o registro policial, a funcionária questionou a atitude do rapaz e perguntou se ele era aluno da instituição. Em seguida, uma mulher, apontada pela vítima como mãe do adolescente, entrou na escola sem autorização e passou a acusá-la de ter agredido o filho e danificado o celular dele.

A agente escolar negou as acusações e afirmou à polícia que não encostou no estudante em nenhum momento. Conforme o boletim, a mulher então começou a agredi-la fisicamente, segurando-a pelo pescoço e desferindo socos e chutes.

O boletim aponta ainda que outras duas mulheres participaram das agressões. Segundo informações relatadas posteriormente pela vice-diretora da escola, uma delas seria parente da suposta agressora principal.

De acordo com a vítima, houve aglomeração de alunos e responsáveis durante a confusão. Algumas pessoas teriam participado das agressões, enquanto outras tentavam conter a situação.

A funcionária relatou ainda que a vice-diretora tentou interromper os ataques, mas foi impedida pela agressora principal, que teria pedido para outras pessoas segurarem a gestora enquanto continuava as agressões.

As agressões só teriam terminado após a intervenção de um homem que estava no local e conseguiu afastar a autora, segundo o registro policial.

A vítima afirmou à polícia que sofreu dores na cabeça, rosto, pescoço e região dos olhos, além de arranhões nos braços e pescoço e que teve parte dos cabelos arrancada devido a puxões.

Ela também informou que a escola possui câmeras de monitoramento e testemunhas que podem confirmar a versão apresentada.

O caso foi encaminhado ao 6º Distrito Policial para investigação.

Escoriações

A Unidade Regional de Ensino (URE) informou, por meio de nota da Secretaria Estadual de Educação, que a funcionária da escola Celso Abbade Mourão sofreu escoriações e foi atendida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

O órgão lamentou a agressão e informou que presta suporte à servidora, encarregada da organização escolar. O caso foi inserido na plataforma do Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar (Conviva), de acordo com a URE, e um psicólogo estará à disposição da funcionária.

De acordo com a URE, assim que percebeu o ocorrido, a briga foi apartada por responsáveis que estavam no portão da unidade escolar. O órgão informou que está à disposição das autoridades.