
Pré-candidato ao Senado pelo União Brasil e ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella foi preso em flagrante nesta terça-feira por posse ilegal de arma durante a 6ª fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal.
A arma foi encontrada dentro do carro de Canella.
"Um dos alvos da operação, investigado como braço político do grupo, foi preso em flagrante pelo crime de possuir ou portar arma de fogo de calibre restrito, após os policiais encontrarem um fuzil .556 no interior de seu veículo", disse a PF, em nota.
A operação investiga uma organização criminosa suspeita de usar uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio de Janeiro para lavar dinheiro.
Além de Canella, que é presidente estadual do União Brasil, também são alvos da operação Marcus Amim, ex-secretário da Polícia Civil do Rio, o inspetor da Polícia Civil, Jukiá Felix Ferreira e Juracy Alves Prudêncio, que já ocupou cargos na administração de Belford Roxo na gestão de Canella.
O grupo teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos, de acordo com um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). As investigações também apuram a participação de agentes públicos no esquema.
Como mostrou o SBT News, a operação traz complicações para a chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência.
Aliados do senador dizem que Canella, que estava confirmado na chapa e que teria a mãe de Flávio como suplente, não tem mais condições de participar da eleição.