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CNPE aprova aumento do etanol na gasolina para 32%

CNPE aprova aumento do etanol na gasolina para 32%
14.07.2026     Fonte: SBT

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou nesta terça-feira (14) o aumento do percentual da mistura de etanol anidro na gasolina dos atuais 30% para 32%, ainda abaixo do limite de 35% estabelecido pela Lei do Combustível do Futuro. A composição é chamada de E32.

O E32 começará a valer em 1º de agosto por um período inicial de 180 dias. A resolução permite uma prorrogação pelo mesmo prazo, mas a transformação do percentual em regra permanente dependerá de uma nova decisão do CNPE.

Segundo cálculos do Ministério de Minas e Energia (MME), a mudança permitirá que o Brasil deixe de importar 900 milhões de litros de gasolina por ano.

O governo afirma que o uso de uma parcela maior de etanol produzido no país reduz a dependência de combustíveis fósseis importados e a exposição às oscilações do mercado internacional de petróleo.

Essa alteração era defendida pelo governo Lula (PT) com o argumento que diminui a exposição do mercado brasileiro às oscilações do petróleo, em alta desde a escalada da guerra entre Estados Unidos e Irã em fevereiro.

Segue fora da discussão, porém, a retirada do subsídio à gasolina. O governo mantém a intenção de revogar a medida, mas pediu mais tempo para tomar uma decisão. O objetivo é aguardar uma acomodação dos preços internacionais.

A definição deve ficar para a próxima semana, seja pelo corte parcial ou total, segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan.

Fora da pauta de biocombustíveis, o CNPE deve discutir ainda a venda ao mercado da parcela da União na produção de gás natural do pré-sal e a renegociação de dívidas da Eletronuclear com o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Caixa Econômica relacionadas à Usina Nuclear Angra 3, cujas obras foram iniciadas na década de 80 e paralisadas em 2015, em meio a Operação Lava Jato.

A obra foi discutida em três reuniões do CNPE entre dezembro de 2024 e outubro de 2025. Na última vez, foi aprovado uma resolução para atualizar os estudos sobre a conclusão da usina.

Segundo o BNDES, o custo da finalização está cotado em cerca de R$ 24 bilhões. O valor para desistir do projeto também seria de cerca de R$ 26 bilhões.