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Jovem transforma cantorias no chuveiro em carreira musical ao lançar projeto autoral produzido no interior de SP: ´Sonho de infância´

Jovem transforma cantorias no chuveiro em carreira musical ao lançar projeto autoral produzido no interior de SP: ´Sonho de infância´
28.07.2026     Fonte: G1

De Cazuza a Tim Bernardes, passando por Gilberto Gil e os Beatles, o cantor Felipe de Almeida, de 19 anos, de Catanduva (SP), se alimenta de influências de diferentes gerações para construir a própria identidade artística e trilhar a carreira na música.

O sonho, cultivado desde a infância, quando cantava no chuveiro, ganha força no novo projeto "Profano", um lançamento composto por duas músicas produzidas e gravadas integralmente na cidade natal, que tem 115.791 habitantes, de acordo com o último Censo, foi palco e cenário da obra.

Ao g1, Felipe contou como foi o processo de criação, a relação dele com a cidade e explicou como enxerga os horizontes da música produzida no interior de São Paulo.

Nas criações, Felipe apostou, principalmente, no indie rock alternativo, gênero conhecido por fugir das fórmulas comerciais e valorizar a autenticidade. As composições costumam trazer letras intimistas e reflexivas, acompanhadas de arranjos que transitam entre guitarras, violões, sintetizadores e elementos da música brasileira.

O estilo musical costuma abordar temas como sentimentos, conflitos internos, relações humanas e o processo de amadurecimento. É nesse universo que Felipe buscou transformar experiências pessoais nas canções.

"Estou realizando um sonho de infância, que tive tão pequeno, cantando no chuveiro. Alcançar as pessoas, cantar para elas, ver se emocionarem, se identificarem, é lindo", conta Lipe.

Profano

Apesar de Profano não ser, de fato, a estreia na música, Lipe - nome artístico do cantor - relatou que foi a primeira vez que se aventurou em um projeto mais elaborado, com produção de videoclipe, sessão de fotografia e gravação em estúdio com arranjos.

"Todo o processo de organização, produção e pós-produção de 'Profano' foi bem desafiador e divertido. Até então, eu havia produzido apenas músicas do gênero MPB, letras e ritmos mais calmos. 'Profano' vem como um indie rock alternativo, com instrumentos elétricos, ritmo agitado. Saiu completamente do voz e violão para guitarras e baterias. Além disso, foi tudo feito aqui na minha cidade, Catanduva", revela Lipe.

Além disso, para ele, a criação de uma estética é fundamental para coerência do projeto, algo que também se reflete no clipe: "Eu tenho para mim que a música e a imagem caminham juntas, então em cada projeto tento manter relevante as fotografias e a identidade visual", conta.

Sobre o cenário cultural de Catanduva, apesar das dificuldades para conquistar espaço, o artista destaca que a cidade tem aberto cada vez mais oportunidades para novos talentos, que antes atuavam nos bastidores e hoje ocupam festivais, feiras, bares e teatros.

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O amadurecimento musical desde o primeiro projeto, o EP (Extended Play, na tradução livre para o português, que é um disco com poucas faixas) nomeado "Tempo", acompanha também as experiências pessoais do artista.

Os temas que marcaram o fim da adolescência dão lugar aos conflitos do início da vida adulta, inaugurando uma fase mais madura e intimista: "Gosto de ser visto como um artista que faz da vulnerabilidade uma forma de expressão e que, mesmo tão jovem, tenta desvendar o maior mistério de todas as crianças, adultos e idosos: a vida e o amor", comenta Lipe.

Ao falar sobre os desafios de seguir a carreira musical ainda tão jovem, Lipe conta que o apoio da família e dos amigos foi essencial para que não desistisse do sonho. Segundo ele, apesar da falta de credibilidade e das dificuldades para conseguir investimentos, o retorno faz tudo valer a pena.