
Uma moradora de São José do Rio Preto, no interior paulista, registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil denunciando que seu filho, um adolescente de 12 anos com transtorno do espectro autista e deficiência intelectual, foi agredido dentro de uma escola estadual. Segundo o relato da mãe, o menino teve o braço quebrado após um episódio de violência ocorrido no último dia 23 de abril nas dependências da Escola Estadual Professor Bento Abelaira Gomes.
A vítima retornou da escola apresentando dores intensas e choro, sendo levada para unidades de pronto atendimento da cidade. Exames médicos confirmaram a gravidade da lesão, o que exigiu a imobilização do braço com gesso. Além do ferimento físico, a mãe relatou que o filho sofreu violência psicológica e importunação por parte de outros alunos. A direção da unidade de ensino teria inicialmente informado à família que o ferimento foi causado por uma queda acidental, versão que é contestada pela mãe com base em relatos de outros estudantes e do próprio filho.
A Secretaria Estadual de Educação informou, por meio de nota, que já iniciou uma apuração interna e está analisando as imagens das câmeras de monitoramento para identificar os envolvidos no episódio. Uma reunião com os responsáveis foi agendada para esta terça-feira (28) para discutir as medidas disciplinares e pedagógicas. A pasta também afirmou que oferecerá suporte por meio do programa de psicólogos nas escolas e reforçou que repudia qualquer ato de violência, acompanhando o caso junto à rede de proteção à criança e ao adolescente.
O caso foi registrado como lesão corporal e segue sob investigação das autoridades policiais. De acordo com a família, o adolescente está profundamente traumatizado com o ocorrido e manifestou o desejo de não retornar à instituição de ensino. O episódio levanta novamente o debate sobre a segurança e o acolhimento de alunos com deficiência no sistema escolar, enquanto a polícia aguarda o resultado de laudos para dar prosseguimento ao inquérito.